O significado e as perspectivas das mobilizações de rua

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Para João Pedro Stedile, a juventude mobilizada, por sua origem de classe, não tem consciência de que está participando de uma luta ideológica. Assim, estão sendo disputados pelas ideias da direita e da esquerda

25/06/2013

 

Nilton Viana

da Redação

 

É hora do governo aliar-se ao povo ou pagará a fatura no futuro. Essa é uma das avaliações de João Pedro Stedile, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) sobre as recentes mobilizações em todo o país. Segundo ele, há uma crise urbana instalada nas cidades brasileiras, provocada por essa etapa do capitalismo financeiro. “As pessoas estão vivendo um inferno nas grandes cidades, perdendo três, quatro horas por dia no trânsito, quando poderiam estar com a família, estudando ou tendo atividades culturais”, afirma. Para o dirigente do MST, a redução da tarifa interessava muito a todo o povo e esse foi o acerto do Movimento Passe livre, que soube convocar mobilizações em nome dos interesses do povo.

Nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Stedile fala sobre o caráter dessas mobilizações, e faz um chamamento: devemos ter consciência da natureza dessas manifestações e irmos todos para a rua disputar corações e mentes para politizar essa juventude que não tem experiência da luta de classes. “A juventude está de saco cheio dessa forma de fazer política burguesa, mercantil”, constata. E faz uma alerta: o mais grave foi que os partidos da esquerda institucional, todos eles, se moldaram a esses métodos. Envelheceram e se burocratizaram. As forças populares e os partidos de esquerda precisam colocar todas as suas energias para ir para a rua, pois está ocorrendo, em cada cidade, em cada manifestação, uma disputa ideológica permanente da luta dos interesses de classes. “Precisamos explicar para o povo quem são os principais inimigos do povo”.

 

Brasil de Fato – Como você analisa as recentes manifestações que vêm sacudindo o Brasil nas últimas semanas? Qual é a base econômica para elas terem acontecido?

 

   

   João Pedro Stedile, da coordenação do MST - Foto: José Cruz/ABr

João Pedro Stedile – Há muitas avaliações sobre por que estão ocorrendo estas manifestações. Me somo à análise da professora Ermínia Maricato, que é nossa maior especialista em temas urbanos e já atuou no Ministério das Cidades na gestão Olívio Dutra. Ela defende a tese de que há uma crise urbana instalada nas cidades brasileiras, provocada por essa etapa do capitalismo financeiro. Houve uma enorme especulação imobiliária que elevou os preços dos aluguéis e dos terrenos em 150% nos últimos três anos. O capital financiou – sem nenhum controle governamental – a venda de automóveis para enviar dinheiro para o exterior e transformou nosso trânsito um caos. E, nos últimos dez anos, não houve investimento em transporte público. O programa habitacional Minha casa, minha vida empurrou os pobres para as periferias, sem condições de infraestrutura. Tudo isso gerou uma crise estrutural, em que as pessoas estão vivendo um inferno nas grandes cidades, perdendo três, quatro horas por dia no trânsito, quando poderiam estar com a família, estudando ou tendo atividades culturais. Somado a isso, a péssima qualidade dos serviços públicos, em especial na saúde e mesmo na educação, desde a escola fundamental, ensino médio, em que os estudantes saem sem saber fazer uma redação. E o ensino superior virou loja de vendas de diplomas a prestações, onde estão 70% dos estudantes universitários.

 

Do ponto de vista político, por que isso aconteceu?

Os 15 anos de neoliberalismo e mais os últimos dez anos de um governo de composição de classes transformou a forma de fazer política em refém apenas dos interesses do capital. Os partidos ficaram velhos em suas práticas e se transformaram em meras siglas que aglutinam, em sua maioria, oportunistas para ascender a cargos públicos ou disputar recursos públicos para seus interesses. Toda a juventude nascida depois das Diretas Já não teve oportunidade de participar da política. Hoje, para disputar qualquer cargo, por exemplo, o de vereador, o sujeito precisa ter mais de um milhão de reais. O de deputado custa ao redor de dez milhões de reais. Os capitalistas pagam e depois os políticos os obedecem. A juventude está de saco cheio dessa forma de fazer política burguesa, mercantil. Mas o mais grave foi que os partidos da esquerda institucional, todos eles, se moldaram a esses métodos. Envelheceram e se burocratizaram. E, portanto, gerou na juventude uma ojeriza à forma dos partidos atuarem. E eles têm razão. A juventude não é apolítica, ao contrário, tanto é que levou a política para as ruas, mesmo sem ter consciência do seu significado. Mas está dizendo que não aguenta mais assistir na televisão essas práticas políticas que sequestraram o voto das pessoas, baseadas na mentira e na manipulação. E os partidos de esquerda precisam reapreender que seu papel é organizar a luta social e politizar a classe trabalhadora. Senão cairão na vala comum da história.

 

E por que as manifestações eclodiram somente agora?

Provavelmente tenha sido mais pela soma de diversos fatores de caráter da psicologia de massas, do que por alguma decisão política planejada. Somou-se todo o clima que comentei, mais as denúncias de superfaturamento das obras dos estádios, que é são um acinte ao povo. Vejam alguns episódios. A Rede Globo recebeu do governo do estado do Rio de Janeiro e da prefeitura R$ 20 milhões do dinheiro público para organizar o showzinho de apenas duas horas do sorteio dos jogos da Copa das Confederações. O estádio de Brasília custou R$ 1,4 bilhão e não tem ônibus na cidade! A ditadura explícita e as maracutaias que a Fifa/CBF impuseram e que os governos se submeteram. A reinauguração do Maracanã foi um tapa no povo brasileiro. As fotos eram claras, no maior templo do futebol mundial não havia nenhum negro ou mestiço! E aí o aumento das tarifas de ônibus foi apenas a faísca para acender o sentimento generalizado de revolta, de indignação. A gasolina para a faísca veio do governo tucano Geraldo Alckmin, que protegido pela mídia paulista que ele financia, e acostumado a bater no povo impunemente – como fez no Pinheirinho e em outros despejos rurais e urbanos – jogou sua polícia para a barbárie. Aí todo mundo reagiu. Ainda bem que a juventude acordou. E nisso houve o mérito do Movimento Passe Livre, que soube capitalizar essa insatisfação popular e organizou os protestos na hora certa.

 

Por que a classe trabalhadora ainda não foi à rua?

É verdade, a classe trabalhadora ainda não foi para a rua. Quem está na rua são os filhos da classe média, da classe media baixa, e também alguns jovens do que o Andre Singer chamaria de subproletariado, que estudam e trabalham no setor de serviços, que melhoraram as condições de consumo, mas querem ser ouvidos. Esses últimos apareceram mais em outras capitais e nas periferias. A redução da tarifa interessava muito a todo o povo e esse foi o acerto do Movimento Passe livre, soube convocar mobilizações em nome dos interesses do povo. E o povo apoiou as manifestações. Isso está expresso nos índices de popularidade dos jovens, sobretudo quando foram reprimidos. A classe trabalhadora demora a se mover, mas quando se move afeta diretamente o capital. Coisa que ainda não começou acontecer. Acho que as organizações que fazem a mediação com a classe trabalhadora ainda não compreenderam o momento e estão um pouco tímidas. Mas a classe, como classe, acho que está disposta a também lutar. Veja que o número de greves por melhorias salariais já recuperou os padrões da década de 1980. Acho que é apenas uma questão de tempo, é só as mediações acertarem nas bandeiras que possam motivar a classe a se mexer. Nos últimos dias já se percebe que em algumas cidades menores e nas periferias das grandes cidades já começam a ter manifestações com bandeiras de reivindicações bem localizadas. E isso é muito importante.

 

Vocês do MST e dos camponeses também não se mexeram ainda...

É verdade. Nas capitais onde temos assentamentos e agricultores familiares mais próximos já estamos participando. Inclusive, sou testemunha de que fomos muito bem recebidos com nossa bandeira vermelha e com nossa reivindicação de reforma agrária, alimentos saudáveis e baratos para todo o povo. Acho que nas próximas semanas poderá haver uma adesão maior, inclusive realizando manifestações dos camponeses nas rodovias e municípios do interior. Na nossa militância está todo mundo doido para entrar na briga e se mobilizar. Espero que também se mexam logo.

 

Na sua opinião, qual é a origem da violência que tem acontecido em algumas manifestações?

Primeiro vamos relativizar. A burguesia, através de suas televisões, tem usado a tática de assustar o povo colocando apenas a propaganda dos baderneiros e quebra-quebra. São minoritários e insignificantes diante das milhares de pessoas que se mobilizaram. Para a direita, interessa colocar no imaginário da população que isso é apenas bagunça e no final, se tiver caos, colocar a culpa no governo e exigir a presença das Forças Armadas. Espero que o governo não cometa essa besteira de chamar a guarda nacional e as Forças Armadas para reprimir as manifestações. É tudo o que a direita sonha! Quem está provocando as cenas de violência é a forma de intervenção da Policia Militar. A PM foi preparada desde a ditadura militar para tratar o povo sempre como inimigo. E nos estados governados pelos tucanos (SP, RJ e MG), ainda tem a promessa de impunidade. Há grupos direitistas organizados com orientação de fazer provocações e saques. Em são Paulo, atuaram grupos fascistas e leões de chácaras contratados. No Rio de Janeiro, atuaram as milícias organizadas que protegem seus políticos conservadores. E claro, há também um substrato de lumpesinato que aparece em qualquer mobilização popular, seja nos estádios, carnaval, até em festa de igreja, tentando tirar seus proveitos.

 

PM reprime manifestação em frente ao estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF) - Foto: Felipe Canova

Há, então, uma luta de classes nas ruas ou é apenas a juventude manifestando sua indignação?

É claro que há uma luta de classes na rua. Embora ainda concentrada na disputa ideológica. E o que é mais grave, a própria juventude mobilizada, por sua origem de classe, não tem consciência de que está participando de uma luta ideológica. Eles estão fazendo política da melhor forma possível, nas ruas. E aí escrevem nos cartazes: somos contra os partidos e a política? Por isso têm sido tão difusas as mensagens nos cartazes. Está ocorrendo, em cada cidade, em cada manifestação, uma disputa ideológica permanente da luta dos interesses de classes. Os jovens estão sendo disputados pelas ideias da direita e pela esquerda. Pelos capitalistas e pela classe trabalhadora. Por outro lado, são evidentes os sinais da direita muito bem articulada e de seus serviços de inteligência, que usam a internet, se escondem atrás das máscaras e procuram criar ondas de boatos e opiniões pela internet. De repente, uma mensagem estranha alcança milhares de mensagens. E aí se passa a difundir o resultado como se ela fosse a expressão da maioria. Esses mecanismos de manipulação foram usados pela CIA e pelo Departamento de Estado Estadunidense, na Primavera Árabe, na tentativa de desestabilização da Venezuela, na guerra da Síria. É claro que eles estão operando aqui também para alcançar os seus objetivos.

 

E quais são os objetivos da direita e suas propostas?

A classe dominante, os capitalistas, os interesses do império Estadunidense e seus porta-vozes ideológicos, que aparecem na televisão todos os dias, têm um grande objetivo: desgastar ao máximo o governo Dilma, enfraquecer as formas organizativas da classe trabalhadora, derrotar quaisquer propostas de mudanças estruturais na sociedade brasileira e ganhar as eleições de 2014, para recompor uma hegemonia total no comando do Estado brasileiro, que agora está em disputa. Para alcançar esses objetivos, eles estão ainda tateando, alternando suas táticas. Às vezes, provocam a violência para desfocar os objetivos dos jovens.

Às vezes, colocam nos cartazes dos jovens a sua mensagem. Por exemplo, a manifestação do sábado (22), embora pequena, em São Paulo, foi totalmente manipulada por setores direitistas que pautaram apenas a luta contra a PEC 37, com cartazes estranhamente iguais e palavras de ordem iguais. Certamente, a maioria dos jovens nem sabem do que se trata. E é um tema secundário para o povo, mas a direita está tentando levantar as bandeiras da moralidade, como fez a UDN em tempos passados. Isso que já estão fazendo no Congresso, logo, logo vão levar às ruas. Tenho visto nas redes sociais controladas pela direita, que suas bandeiras, além da PEC 37 são: saída do Renan do Senado; CPI e transparência dos gastos da Copa; declarar a corrupção crime hediondo e fim do foro especial para os políticos. Já os grupos mais fascistas ensaiam Fora Dilma e abaixo-assinados pelo impeachment. Felizmente, essas bandeiras não têm nada a ver com as condições de vida das massas, ainda que elas possam ser manipuladas pela mídia. E, objetivamente podem ser um tiro no pé. Afinal, é a burguesia brasileira, seus empresários e políticos que são os maiores corruptos e corruptores. Quem se apropriou dos gastos exagerados da copa? A Rede Globo e as empreiteiras!

 

Nesse cenário, quais os desafios que estão colocados para a classe trabalhadora e as organizações populares e partidos de esquerda?

Os desafios são muitos. Primeiro devemos ter consciência da natureza dessas manifestações e irmos todos para a rua disputar corações e mentes para politizar essa juventude que não tem experiência na luta de classes. Segundo, a classe trabalhadora precisa se mover, ir para a rua, manifestar-se nas fábricas, campos e construções, como diria Geraldo Vandré. Levantar suas demandas para resolver os problemas concretos da classe, do ponto de vista econômico e político. Terceiro, precisamos explicar para o povo quem são os principais inimigos do povo. E agora são os bancos, as empresas transnacionais que tomaram conta de nossa economia, os latifundiários do agronegócio e os especuladores. Precisamos tomar a iniciativa de pautar o debate na sociedade e exigir a aprovação do projeto de redução da jornada de trabalho para 40 horas; exigir que a prioridade de investimentos públicos seja em saúde, educação, reforma agrária. Mas para isso, o governo precisa cortar juros e deslocar os recursos do superávit primário, aqueles R$ 200 bilhões que todo ano vão para apenas 20 mil ricos, rentistas, credores de uma dívida interna que nunca fizemos, deslocar para investimentos produtivos e sociais. É isso que a luta de classes coloca para o governo Dilma: os recursos públicos irão para a burguesia rentista ou para resolver os problemas do povo? Aprovar em regime de urgência para que vigore nas próximas eleições uma reforma política de fôlego, que, no mínimo institua o financiamento publico exclusivo da campanha. Direito a revogação de mandatos e plebiscitos populares autoconvocados. Precisamos de uma reforma tributaria que volte a cobrar ICMS das exportações primárias e penalize a riqueza dos ricos, e amenize os impostos dos pobres, que são os que mais pagam. Precisamos que o governo suspenda os leilões do petróleo e todas as concessões privatizantes de minérios e outras áreas publicas. De nada adianta aplicar todo os royalties do petróleo em educação, se os royalties representarão apenas 8% da renda petroleira, e os 92% irão para as empresas transnacionais que vão ficar com o petróleo nos leilões! Uma reforma urbana estrutural, que volte a priorizar o transporte público, de qualidade e com tarifa zero. Já está provado que não é caro, e nem difícil instituir transporte gratuito para as massas das capitais. E controlar a especulação imobiliária. E, finalmente, precisamos aproveitar e aprovar o projeto da Conferência Nacional de Comunicação, amplamente representativa, de democratização dos meios de comunicação. Assim, acabar com o monopólio da Globo, para que o povo e suas organizações populares tenham amplo acesso a se comunicar, criar seus próprios meios de comunicação, com recursos públicos. Ouvi de diversos movimentos da juventude que estão articulando as marchas que talvez essa seja a única bandeira que unifica a todos: abaixo o monopólio da Globo! Mas, para que essas bandeiras tenham ressonância na sociedade e pressionem o governo e os políticos, é imprescindível a classe trabalhadora se mover.

 

O que o governo deveria fazer agora?

Espero que o governo tenha a sensibilidade e a inteligência de aproveitar esse apoio, esse clamor que vem das ruas, que é apenas uma síntese de uma consciência difusa na sociedade, que é hora de mudar. E mudar a favor do povo. Para isso o governo precisa enfrentar a classe dominante, em todos os aspectos. Enfrentar a burguesia rentista, deslocando os pagamentos de juros para investimentos em áreas que resolvam os problemas do povo. Promover logo as reformas políticas, tributárias. Encaminhar a aprovação do projeto de democratização dos meios de comunicação. Criar mecanismos para investimento pesados em transporte público, que encaminhem para a tarifa zero. Acelerar a reforma agrária e um plano de produção de alimentos sadios para o mercado interno. Garantir logo a aplicação de 10% do PIB em recursos públicos para a educação em todos os níveis, desde as cirandas infantis nas grandes cidades, ensino fundamental de qualidade até a universalização do acesso dos jovens a universidade pública. Sem isso, haverá uma decepção e o governo entregará para a direita a iniciativa das bandeiras, que levarão a novas manifestações, visando desgastar o governo até as eleições de 2014. É hora do governo aliar-se ao povo ou pagará a fatura no futuro.

 

E que perspectivas essas mobilizações podem levar para o país nos próximos meses?

Tudo ainda é uma incógnita, porque os jovens e as massas estão em disputa. Por isso que as forças populares e os partidos de esquerda precisam colocar todas suas energias, para ir para a rua. Manifestar-se, colocar as bandeiras de luta de reformas que interessam ao povo. Porque a direita vai fazer a mesma coisa e colocar as suas bandeiras conservadoras, atrasadas, de criminalização e estigmatização das ideias de mudanças sociais. Estamos em plena batalha ideológica, que ninguém sabe ainda qual será o resultado. Em cada cidade, em cada manifestação, precisamos disputar corações e mentes. E quem ficar de fora, ficará de fora da historia.

Foto: Marcelo Camargo/ABr

Comments

ri, reli, trili, muito bom!

Estimado JP, vc. é o cara! Eu, aqui, na minha aposentadoria inquieta, tenho lá minhas dúvidas de que o objetivo deles seja ganhar a eleição de 2014. Oxalá seja. Creio que a estratégia que você aponta seja perfeita, mas lembremos do Garrincha - precisa combinar com o adversário. Não sei qual vai ser a consequencia da disputa, quando a direita perceber a reação. Veremos. Afinal, fora isso, seria a contemplação. E os riscos seriam, também, consideráveis. Sempre a postos, comandante!

Como assim?

"15 anos de neoliberalismo e mais os últimos dez anos de um governo de composição de classes" é o cacete. São 25 anos de neoliberalismo Sr Stedile. Tanto que o presidente do Banco Central de Lula era do PSDB, ou será que já esqueceram disso? !0 anos de PT só serviram pra aprofundar ainda mais as raizes do grande capital, prinmcipalmente com a implantação de forma ditatoria, de grandes projetos, de infra estrutura, geração de energia, monocultivos, etc. A opção dos governos do PT fopi pro Eike Batista, Maluf, Renan, etc. Alé de toda a imobilidade ao qual foi submetido os movimentos sindicais e sociais em sua maioria.Não tem como defender essses governos do PT.Saudações

artigo do stedile

vejo com prazer a lucidez politica do camarada stedile...que a luta seja mais e mais politizada rumo a um mundo mais igual.parabens!!!!!!!!!

Parabens Stedile

Muito bem Stedile, você foi muito feliz em suas colocações, o Brasil precisa de pessoas como você para fazer essas analise. "Na luta do povo ninguem se cansa".

saude educação

Muito bom o texto mas omisso em relação aos temas saude e educaçãoÈ bem verdade  que herdamos um pais de cabeça para baixo mas, ja ha 12 anos no poder poderia o Partido dos Trabalhadores ter enfrentado o problema saude e educação com firmeza. Temos um sistema educacional publico falido de qualidade inferior. Isto reflete nos nossos jovens com baixo aprendizado. Nossas escolas são precarias e nossos professores amargam baixos salarios.Na area da saude muita indiganação, nossos hospitais superados, naos atendem a demanda atual. è comum vermos pessoas doentes nos corredores das emergencias e crianças morrendo por falta de utis neo natal. As consultas e cirurgias pelo sus levam meses para acontecer e, isto muitas vezes é trágico.Por outro lado, estradas são duplicadas, estadios de futebol e exigencias fifa são atendidas, , predios novos de varios ministerios são construidos , o meio ambiente agora destruido pelo governo , o desrespeito as populaçoes indigenas e ribeirinhas é uma colnstante. Reforma agraria  ficou no passado, proliferamsse as plantações de eucalipito com aval do governo..Um novo Brasil é possivelE este governo tem crédito, mas tem que iniciar a fazer  a diferença. Um novo Brasil é possivel

Brasil Frustante

Stedile é da mesma estirpe do Lula, se faz de proletariado, pobre,perseguido pelas eleites, mas   vivem como os usufruindo os bens de consumo da sociedades capitalistas, e  burguesa.....O que se diz..e o que se faz tem uma granbde diferença...A tatica dos movimentos de hoje são menos danos que os metodos que ele mesmo usou.Nunca vi a produção de alimento dito mais "saudavel" ser mais barato, só consegui ´pagando mais caroEnfim valeu a analise dos ultimos dez anos do Brasil, pois eram para ser diferente dos governos anteriosres, mas Stedile disse continuo tudo na mesma com Sarney Maluf Renan...E os guerilheiros ficaram ricos e burgueses e coruptos..Ah ainda recebem indenizações...

Em alguns pontos concordo com

Em alguns pontos concordo com os problemas que o Sr. Stédile aponta, já que todos nós estamos cientes dos problemas do País.  Mas visto de um modo mais amplo, sua fórmula de ir contra "o capital" e a "burguesia" levaria a o quê?  Do que o Brasil precisa para avançar?  De mais investimentos, entre muitas outras coisas.  E como se consegue mais investimento?  Indo contra empresas privadas?  É óbvio que não. Exceto se o objetivo for deixar o Brasil como a Venezuela, com inflação alta e falta de produtos básicos.  O Sr. Stédile, ademais, diz corretamente que há muita corrupção entre as empreteiras, mas parece esquecer de mencionar o óbvio, que é que há também muita corrupção entre os políticos, no Estado - um dos alvos principais das manifestações.  Ele está correto em querer mais investimento em educação e saúde, mas para haver dinheiro para tais investimentos, é necessário haver um setor privado dinâmico.  Qualquer análise imparcial mostra como os funcionários públicos trabalham menos e com menos produtividade, mas ganhando mais - e o povo, através de impostos, paga a brincadeira. As manifestações são contra isso, também.  Ele diz que a classe dominante são os capitalistas.  Em parte, sim, mas ele esquece o partido no poder, o PT, que faz hoje parte da classe dominante, da elite.  Ficar fomentando "luta de classes" é um atraso do qual o País não precisa.  O que se precisa são leis que coíbem corrupção, mais investimento em educação de qualidade, mais investimento em saúde, e um clima propício para que o povo possa empreender e criar riqueza, com estabilidade econômica e um ambiente propício para investimentos.   O que se precisa é de um Estado mais eficaz e mais eficiente.  O que os pobres aspiram é fazer parte da burguesia, e não tem nada errado nisso.

...cerebral em vários

...cerebral em vários momentos."TODOS OS RICOS SÃO RUINS!"Não é bem assim. Qual país tem melhor condição para os pobres? Brasil ou EUA? Por que o governo delega atividades para o setor privado? Por que ele não consegue dar conta nem das atividades básicas. Que dê atenção à saúde, educação e transporte para que sejam de qualidade e para TODOS e deixe que empresas privadas façam o resto. Sim, com limites, com controle, sem a EXPLORAÇÃO do povo.O que me incomoda no texto é essa velha bandeira de que a 'DIREITA' é um velho gordão com dólares embaixo da cama e a 'ESQUERDA' é o mocinho que precisa a qualquer custo MATAR o gordo.Que tipo de democracia diz que lutar contra a corrupção dos políticos é ideal de direito e, portanto, é tudo MANIPULAÇÃO? Eu como cidadã NÃO POSSO lutar contra a corrupção? E dizer que é o mesmo modelo usado pela CIA? Será que não são os dois lados tentando criar 'inimigos' nessa história? Veja bem, sou a favor de muitas ideias de esquerda, mas o extremismo me incomoda um pouco. Ver só um lado da história é ruim para a formação de qualquer opinião. Uma parte do texto: "A classe dominante, os capitalistas, os interesses do império Estadunidense e seus porta-vozes ideológicos, que aparecem na televisão todos os dias, têm um grande objetivo: desgastar ao máximo o governo Dilma, enfraquecer as formas organizativas da classe trabalhadora, derrotar quaisquer propostas de mudanças estruturais na sociedade brasileira e ganhar as eleições de 2014, para recompor uma hegemonia total no comando do Estado brasileiro, que agora está em disputa. Para alcançar esses objetivos, eles estão ainda tateando, alternando suas táticas. Às vezes, provocam a violência para desfocar os objetivos dos jovens."Colei o texto acima por que acho que a MANEIRA com que é dito dá a impressão mais forte ainda desse gordo mau que comanda tudo ~fumando um charuto~. E tem gente que, infelizmente sem educação pela falta de oportunidade, lê tudo ao pé da letra. E aí está o problema de mostrar só um lado e dizer que todos os capitalistas tem o único objetivo de ENFRAQUECER a classe trabalhadora. Uma maneira quase que de contar história pra boi dormir.Ademais, quando todos devem pagar algo pelo que alguns usam, pode haver injustiça. Um exemplo são os pedágios. Qual a parcela da população que tem carro e que usa as estradas? Minoria. É certo aquela pessoa que não tem carro pagar pelas estradas dos que viajam?Minha opinião é de que campos prioritários sejam direito de todos. Mas o estado NÃO TEM condição de cuidar de muitas coisas e nem deve, visto que deve garantir os direitos básicos de vida e de formação de CIDADÃOS para que esses cidadãos possam decidir o que é melhor pra eles. E não o estado decidir.

Excelente depoimento

Fiz questão de parabenizar esse depoimento exemplar. Acho que radicalizar direita ou esquerda é uma grande tolice. Idéias claras para o bem estr comum , ninguém batalha para apresentar. E enquanto as leis não serem devidamente cumpridas e melhor estabelecidas, não teremos êxito em muitos de nossos anseios. Um abraço.

Stedile???? Homem raro!

João Pedro Stedile é dos poucos homens nesse país que transpira lucidez, é um homem muito perigoso para as elites monarquicas, devemos protegê-lo, sempre.

OS OPORTUNISTAS

Recados ao Sr. Stedile: __Capital financeiro é uma propaganda que a poderosa e antiga elite feudal, a antiga nobreza, utiliza para enfiar goela abaixo dos empresários esse conceito completamente equivocado. Capital são os meios para produzir e distribuir riquezas na sociedade, de forma física e direta, intrinsecamente ligado à atividade produtiva e ao trabalho. A especulação financeira não produz, nem distribui nada. e não deve ser considerada capital. O que vivemos hoje é uma transição do sistema capitalista para o especulador. É preciso um pouco de honestidade nessa hora, porque senão, daqui a pouco teremos que admitir a exsitência do capital humano, outro estudo preparado pelos ideólogos do neoliberalismo, para nos enfiar goela abaixo. __Burguesia, ou iniciativa privada, foi aquele grupo que salvou milhões de pessoas de morrer de fome na idade média, em decorrência de sua expulsão do feudos, que não comportavam mais tal população. Foram eles que organizaram um sistema de se produzir e distribuir as riquezas, sem ser preciso da benção do Sr. feudal; e mais tarde acabaram com a nobreza e as monarquias absolutistas, liderando a revolução gloriosa, francesa, e americana; em detrimento dessa classe de parasitas, que tenta voltar ao poder com a especulação financeira e o neo liberalismo. __Luta de classes é coisa pra sociopata, que tem dificuldade de conviver na diversidade da vida moderna, e acha que ninguém pode ser diferente do outro. Os integrantes das diversas categorias de trabalho, sejam operários, comerciantes, comerciários, industriais, médicos, contadores, advogados, etc, devem viver em harmonia. E qulquer um deve ter o direito de ser o que o outro é. Aliás, milhões e milhões de operários passaram a ser empresários, dando duro , economizando, e comprando ações de empresas privadas. __MST é um movimento justo e com uma militância simpática; mas com uma direção caduca e ultrapassada. Durante anos foi buscado apoio em simpósios, movimentos, e manifestações; seja através de emails, por suas comunidades na internet, e pessoalmente. Nunca se manifestaram favoráveis à democracia direta e à reforma política. Sr. Stedile, o sr. é um grande burocrata, conservador, e omisso. Chamamos o Sr. de hipócrita em sua cara, pessoalmente, há mais de 2 anos atrás. Porque tinha a cara cínica de elogiar os avanços da Bolívia, Equador e Venezuela, mas não apoiava e não erguia um dedo, para fazer o que eles fizeram por lá. Agora que o povo saiu às ruas, e exigiu a reforma política, é incrível como aparece oportunistas, pra dizer que essa bandeira é deles. Tenha um mínimo de vergonha. Porque o sr. acha que o povo não aceita bandeiras de partidos?

A INCERTEZA NO RUMO DA CAMINHADA

Bem disse Stedile, que o momento é de disputa ideológica sim. Está muito claro que as grandes forças de poder oculto (e a mídia é a principal) tem agido sorrateiramente na tentativa de dar rumo às menifestações.Mas o nojo à ela não tem permitido que seja ouvida. E assim a oportunidade para a classe trabalhadora está aberta para integrar-se de fato. Acredito que o movimento se fortalecerá e as bandeiras que serão levantadas irão surpreender em muito ainda.Está visível que todos os poderes constituídos estão tremendo. O Congresso Brasileiro é um fiasco. Parece até que todos eles estão dentro do movimento pelos discursos que fazem. Acredito que será derrubado agora. O latifúndio da comunicação terá que dar espaço à formas democráticas de informação. A reforma agrária ainda não foi colocada na pauta. O lucro dos bancos ainda não foi questionado.Enfim, João Pedro Stedile está mesmo com uma boa leitura do atual momento do desenvolvimento do Brasil na jovem democracia. Os jovens não sabem o que querem, mas sabem o que não querem. Isso já é um bom começo, entendo. 

Quais as propostas ou

Quais as propostas ou denuncias que devem ter as faixas que unifiquem as esquerdas nas manifestações? Pela participação popular na gestão pública! Contra o monopólico das telecomunicações! Quanto a Rede Globo recebeu para transmissão e divulgação da Copa?  Texto bem escrito, contudo como unificar uma pauta comum da esquerda para conquistar "a consciência" da massa?    

Qual a extensão da exploração

Qual a extensão da exploração de sentimentos cívicos da juventude? A bandeira brasileira, o hino nacional entoado com emoção, a prolatada luta contra a corrupção sem que seja esclarecido que para que haja corrompidos é necessário que hajam corruptores. Quais são os agentes que dominam o Estado Brasileiro? Como atuam na defesa de seus interesses particulares? Como a esquerda define e qual a responsabilidade de todos nós sobre os bens público. Sem que haja respostas a estas questões fica difícil organizar "as massas" para uma ação política de ruptura.   

O porquê desta demora?

Muito boa a entrevista, mas a minha dúvida é simples, não acha que as entidades que estão a tanto tempo nesta luta já deveriam ter tomado iniciativas que possam trazer aos estudantes um conhecimento político maior? Pois mesmo depois desta sequência de manifestações e até mesmo a pequena e grande conquista da redução da tarifa, pelo menos na minha cidade os partidos de esquerda continuam em segundo plano, escondidos ou pelo menos não estão se envolvendo na sociedade, indo às ruas e chamando a galera para debates na praça, que a meu ver é muito importante neste momento em que estamos vivendo e olha que estou procurando até não faz pouco tempo e não foi depois dos recentes acontecimentos.

Um dos homens mais lúcidos (

Um dos homens mais lúcidos ( se não o mais) da esquerda brasileira.Parabéns a voces do Brasil de Fato e ao Stedile, grande brasieiro. Um abração

brasil de fato

cada vez melhor ler o brasil de fato

Stedile

O Stedile é um dos homens

O Stedile é um dos homens mais lúcidos  (senão o mais) da esquerda brasileira. A sua análise é correta (na minha humilde opinião)Concordo que suas colocações são corretas, porém (ah, os poréns) não se pode colocar tudo para se discutir, nas ruas tudo isso, agora. Focar alguns problemas mais urgentes -tais como a regulamentação da midia e  outros.~Os demais devem vir na sequência. A voces e ao Stedile meus parabéns eum grande abraço. maria meneses.

Boa, Stedile

Muito boa a análise feita por STEDILE,essa leitura deve ser feita com a juventude em diversos espços;na rua,nas escolas ... para que os mesmos possam perceber as artimanhas dos detentores capital financeiro que tentam tirar proveito da situação em seu benefício e contra toda a população mais uma vez. Devemos estar atentos!!!

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